sábado, 21 de março de 2009

Visita Santa

Este sábado começou com um belo café da manhã que a Drika preparou com muito carinho. Bem que ela tinha dito que o faria mas eu achei que fosse mais uma piada apenas. Quem foi que falou que não dá pra levar palhaço a sério??
Só indo lá na Santa (Santa Casa) para entender porque o povo que está lá curte tanto. É realmente um hospital cheio de possibilidades e com um público bastante variado.

Uma cena que ficou marcada foi de 3 crianças que estavam no terraço do hospital e que quando nos viram através da porta de vidro começaram a pular enlouquecidamente de alegria. Não é exagero não, eu nunca fui tão bem recebido pelas crianças quanto desta vez. As três crianças marcaram tanto que preciso contar um pouco delas. O menino, um loirinho, cheio de energia e super comunicativo, dominou esta cena e todas as próximas dos outros quartos (rs). A mais velha das meninas também era bem receptiva e não perdia em nada pro garoto. A terceira não andava, tinha seu próprio carrinho e um largo sorriso, sempre disposta a responder prontamente às nossas piadas. Foi este o trio parada dura que nos conduziu por uma grande troca de nomes que não tinha fim. Sim, a piada era batida, a brincadeira velha conhecida nossa, mas as risadas novinhas em folha!

O térreo também nos trouxe gratos momentos. Na sala de espera encontramos um bom grupo de pessoas que acabaram nos levando por muitos lugares, inclusive o céu!! Sim, sabe-se lá o motivo, mas num determinado momento metade de nós estava no céu e metade no inferno dançando um funk qualquer. É lógico que eu era o anjo e morava nas nuvens... rs... mas que palhaço mais comportado... rs
Se voltasse atrás acho que teria tentado receber mais os estímulos e reagir mais a eles do que propor nossas brincadeiras. Talvez isso nos tivesse conduzido por caminhos ainda mais novos. Ter muita facilidade para propor jogos pode ser um entrave quando recorremos demais aos lugares já conhecidos. Mesmo com este detalhe, o dia foi sim muito bom e rever Múrcia e Catarino foi reencontrar grandes amigos!

E que venham os próximos dias...

sábado, 14 de março de 2009

Retorno ao Darcy...

Depois de alguns finais de semana visitando outros hospitais volto ao Darcy Vargas, que é o hospital que me acolheu desde minha primeira entrada como palhaço no hospital. Zéferino foi meu grande companheiro na jornada deste dia pelo 5º e 4º andares do hospital.

Num dos quartos encontramos 2 crianças (4 e 5 anos) que estavam em pé atrás da cama desacompanhadas. Não me lembro bem o que fizemos, só sei que fui parar no banheiro num determinado momento e acabei ficando preso lá por vários minutos pois a mais serelepe das duas teve a idéia de prender a porta. Quem foi que falou que vida de palhaço é difícil? Apenas tive que ficar lá dentro, praticamente parado, escutando as generosas e largas risadas das meninas do lado de fora. Zeferino bem que tentou me salvar mas não teve muito jeito. Das poucas possibilidades que me restavam lá dentro pudemos brincar de se comunicar por batidas na porta e também passar papel toalha por baixo da porta.

Risadas também nos acompanharam no quarto da menina em que o Zéferino acabou tomando um banho. Eu estava com um funil cheio d´agua na mão (nem vou contar o motivo para encurtar a “leitura”) e aquela água precisava de um destino. Por escolha do público, o grande contemplado foi o Zéferino, que doou sua cabeça seca para nós. Preciso dizer que a menina achou aquilo muito divertido? Ah, já ia esquecendo a cena: eu enrolando para liberar a água no meu amigo e a menina implorando: “Tira o dedo, tira.... tira”... rs. Da água que sobrou também tentei encontrar um destino, o médico que nos visitava neste momento. Ele estava de costas para nós, nem um pouco atento à nossa presença (que inconseqüência...) conversando com a mãe. Foi este o momento de testar meus “sólidos conhecimentos” de triangulação com as meninas ameaçando derrubar água nele também. Por um ato de bondade dos deuses a careca dele foi preservada e continuamos nossa jornada por outros quartos que ficaram na lembrança nossa e, esperamos, na delas também.

Afonso Estafúrcio