sábado, 14 de março de 2009

Retorno ao Darcy...

Depois de alguns finais de semana visitando outros hospitais volto ao Darcy Vargas, que é o hospital que me acolheu desde minha primeira entrada como palhaço no hospital. Zéferino foi meu grande companheiro na jornada deste dia pelo 5º e 4º andares do hospital.

Num dos quartos encontramos 2 crianças (4 e 5 anos) que estavam em pé atrás da cama desacompanhadas. Não me lembro bem o que fizemos, só sei que fui parar no banheiro num determinado momento e acabei ficando preso lá por vários minutos pois a mais serelepe das duas teve a idéia de prender a porta. Quem foi que falou que vida de palhaço é difícil? Apenas tive que ficar lá dentro, praticamente parado, escutando as generosas e largas risadas das meninas do lado de fora. Zeferino bem que tentou me salvar mas não teve muito jeito. Das poucas possibilidades que me restavam lá dentro pudemos brincar de se comunicar por batidas na porta e também passar papel toalha por baixo da porta.

Risadas também nos acompanharam no quarto da menina em que o Zéferino acabou tomando um banho. Eu estava com um funil cheio d´agua na mão (nem vou contar o motivo para encurtar a “leitura”) e aquela água precisava de um destino. Por escolha do público, o grande contemplado foi o Zéferino, que doou sua cabeça seca para nós. Preciso dizer que a menina achou aquilo muito divertido? Ah, já ia esquecendo a cena: eu enrolando para liberar a água no meu amigo e a menina implorando: “Tira o dedo, tira.... tira”... rs. Da água que sobrou também tentei encontrar um destino, o médico que nos visitava neste momento. Ele estava de costas para nós, nem um pouco atento à nossa presença (que inconseqüência...) conversando com a mãe. Foi este o momento de testar meus “sólidos conhecimentos” de triangulação com as meninas ameaçando derrubar água nele também. Por um ato de bondade dos deuses a careca dele foi preservada e continuamos nossa jornada por outros quartos que ficaram na lembrança nossa e, esperamos, na delas também.

Afonso Estafúrcio

Um comentário:

Nadiella Monteiro disse...

que bom saber que o afonso continua andando pelos andares hospitalares, levando graça onde mais falta e esta alegria que cura!

vou continuar aguardando outras histórias...