Cada Sábado tem suas peculiaridades. Neste estávamos em trio (Quelza, Abobrinha e eu) e parece que estávamos mais para "grandes públicos". Muito do que fizemos foi para grupos de aproximadamente 10 pessoas entre pacientes, funcionários e acompanhantes.
No térreo encontramos um desses grupos, no qual conhecemos uma menina que devia ter uns 10 anos e que era cheia de idéias. Com ela nossa vida foi fácil, pelo menos em termos de criação, porque em termos de atividade ela conseguiu nos entreter bem, quase achei que os pacientes éramos nós! Valeu tudo, brincar de estátua (eu era a estátua), de carregar ela no colo (eu carregava) e cabra cega (eu era a cabra), acho que deu pra entender que precisamos de certa energia lá, não? O engraçado foi que enquanto eu estava lá "cego", aproveitei para ir atrás de uma menina mais novinha que eu não estava sabendo se estava gostando de nós ou não. Caminhei na direção dela e ganhei o presente que mais buscamos, ela saiu correndo dando aquela risada de diversão que só as crianças sabem dar! Fiquei correndo em círculo tentando pegá-las até que entrou uma mãe pela porta de entrada da sala e, não tive dúvida, abracei ela com gosto! Imagino que ela deve ter ficado meio sem saber o que estava acontecendo, mas quem mandou ela entrar assim de repente bem naquela hora? rs
O melhor mesmo foi na recepção, quando encontramos uma pernambucana desbocada que estava disposta a participar de tudo. Já que estava participativa, arrumamos logo uma cerimônia de casamento entre o Abobrinha e ela, um casal perfeito... Todos muito colaborativos, até daminha e padre arrumamos. A sala de espera estava cheia e o painel de senhas parecia não estar dando conta de chamar a todos. Tudo caminhava muito bem, um momento bem bonito do amor a primeira vista e, momentos antes do SIM, a senha da pernambucana apita no painel... O que aconteceu? Aconteceu que ela saiu dali desesperada dizendo que era a senha dela e que precisava ir. Tudo tão rápido que nem o noivo conseguiu entender direito que tinha sido abandonado no altar. Tanta gente querendo casar e ela deixa passar a oportunidade por uma mísera senha? rs Realidades de um povo que sabe que sua chance de ser atendido não é tão certa assim...
Como sempre, muito mais coisas aconteceram, mas vamos parando por aqui pois já é véspera de mais um dia de hospital e eu preciso ir recarregar minhas baterias...
Um comentário:
adorei a história da senha! às vezes, a senha é o gongo!
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