O aquecimento foi até que caprichado, mas o sentimento do "hoje está difícil" insistiu em nos acompanhar por todo o dia. Parece que a cada quarto fomos cavando um buraco mais fundo e fomos nos relembrando que estávamos enferrujados.
Sim, é lógico que estávamos, que é que iríamos esperar? Mas o que atrapalhou mesmo não foi tanto a criatividade limitada mas a limitação que nós mesmos nos impusemos por meio da cobrança e da derrota.
Porque será que a gente faz isso??
Tivemos que passar por todos os andares para então decidir que o térreo precisaria ser diferente! Me lembro que entramos naquela sala do mesmo jeito que entramos nos quartos anteriores até que o Afonso resolveu subir numa daquelas escadinhas de subir na cama hospitar, a qual estava pelo meio do caminho.
Pronto, foi naquela escadinha que começou aquilo que chamamos de "se lançar no abismo". Entramos no lugar desconhecido e perigoso que permite novas possibilidades que não encontraríamos pelo caminho seguro.
Aos poucos fomos saindo de um discurso e entrando numa história sobre trens, animais, chuva, sol e barquinhos. Abro mão de recontar a história para contar o maravilhoso sentimento de ver meus dois outros colegas (Abobrinha e Janja) fazendo sons e interpretando a história enquanto aquela menina linda compartilhava conosco uma deliciosa risada! CHEGAMOS!
Interessante, todo o potencial estava conosco o tempo todo! Um dia difícil não é um dia ruim, a não ser que nós mesmos resolvamos sugerir isso. Mas daí, melhor chamar a ambulância dos palhaços pois não estamos na nossa saúde plena.
Ser palhaço é também enfrentar a vida com olhos de oportunidade enquanto os que estão a volta paralisaram.
Como eu gosto disso!!
Afonso Estafúrcio
Um comentário:
Ahhh, que delícia, quero aprender a ser palhaço e olhar a vida com olhos de oportunidade. Nada melhor para dar uma guinada num dia de pé esquerdo.
Valeu Afonso!
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